quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Estônia


A República da Estônia (em estoniano: Eesti ou Eesti Vabariik) é um dos três países bálticos, situado na Europa Setentrional, constituído por uma porção continental e um grande arquipélago no mar Báltico.


Limita-se:
  • ao norte com o golfo da Finlândia,
  • a leste com a Rússia,
  • ao sul com a Letônia e
  • a oeste com o mar Báltico, que o separa da Suécia

População: 1.342.409 hab.
Área: 45.226 km2

É membro da União Européia desde 1 de maio de 2004 e da OTAN desde 29 de março de 2004.
Os estonianos são um povo, íntima e etnicamente ligado aos finlandeses e aos lapões. O país tem ligações culturais e históricas com os países nórdicos, particularmente com a Finlândia, a Suécia e a Dinamarca.

A língua estoniana – faz parte do grupo fino-úgrico e é próxima do finlandês e distantemente ligada ao húngaro, outras duas línguas pertencentes ao grupo fino-úgrico. Juntamente com o finlandês, o húngaro e o maltês, o estoniano forma o grupo de línguas oficiais da União Européia que não é de origem indo-européia.

O nome atual de Estônia provavelmente provém do historiador romano Tácito, que em seu livro Germania, descreveu o povo que morava na região da atual Estônia como os Aestii, um povo bárbaro que era distinto dos outros povos da região. Em latim arcaico e em outras fontes da Antiguidade, o nome pode ser encontrado como Estia e Hestia descrevendo as terras estonianas. Mas a primeira vez que os próprios estonianos se chamaram assim foi durante o período de fortalecimento da cultura estoniana no meio do século XIX, os habitantes das terras do leste ou Eesti.

Durante séculos os estonianos tiveram a sua terra ocupada por outros povos, o que caracteriza um pouco da influência da Rússia, Dinamarca, Suécia, Finlândia e Alemanha na cultura estoniana. A noção de país veio muito mais tarde, apenas na metade do século XIX, com um forte crescimento cultural somado ao crescimento da população urbana, em decorrência da industrialização e da elevação do nível cultural da população, o que favoreceu a união de povos de mesma origem, resultando em um Estado autônomo, estabelecido com a promulgação da Constituição de 1917.

História
Em 1248, Tallinn (Reval) adotou um governo autônomo baseado na lei de Lübecke anos depois teve a sua entrada aceita na liga Hanseática, tornando a região importante comercialmente e assinalando a perda do domínio dinamarquês na região. Mesmo após diversos tratados com os lituanos e os russos, a Dinamarca não conseguiu conter o aumento do poderio militar dos vassalos, influenciados pela Vestfália e outros pela Livônia, até que, em 1343, os estonianos, até então subjugados pelos vassalos e tidos apenas como servos dos nobres, organizaram a Revolta da Noite de São Jorge, na qual renunciaram ao cristianismo e lutaram contra a servidão. A ordem Teutônica, que comandava a Livônia, acabou com a revolta dois anos depois e comprou o território da Dinamarca. Assim, iniciava-se o período do domínio teutônico sobre a Estônia.

Supõe-se que os primeiros povos que habitaram o território atual da Estônia tenham sido os Aestii, nômades de origem fínica que viviam em tribos semi-organizadas, mas sem unidade. No século XIII, a Igreja Católica organizou por meio do Rei Valdemar II da Dinamarca, uma cruzada para cristianizar as tribos pagãs do mar Báltico. A luta que se seguiu por quase 20 anos, delimitou o território estoniano ao norte pela a Dinamarca e ao sul, dividido entre vários bispados e a Ordem dos Livônios, uma poderosa ordem cristã que conseguiu derrotar todos as tribos locais e dominar a maior parte do território.

Domínio sueco
Dois séculos depois o território da Estônia tornou a ter importância. O recém-formado império russo, na sua sede de imperialismo e favorecido pelo enfraquecimento da Ordem Teutônica, devido ao litígio com a União Lituano-Polonesa no sul, invadiu a Livônia, considerando-a terra de seus ancestrais. Enquanto isso, Dinamarca, Suécia e Polônia, que não aprovavam o avanço russo sobre terras tão próximas de seus domínios, contituiram uma aliança militar para conter o avanço russo na região.

Em 1645, após a nova derrocada da Dinamarca, os suecos foram a terceira nação a dominar o território da Estônia, mas a que mais trouxe benefícios ao povo estoniano, antigamente apenas tida como servo dos nobres que dominavam a região. Foi nessa época, que surgiram as primeiras escolas nas vilas estonianas, foi aberta também, pelo Rei Gustavus II Adolphus, em Tartu, a primeira universidade na Estônia. Anos depois, após a Guerra dos 30 anos, mestres alemães vieram à academia de Tallinn, ministrar aulas como nas academias alemãs, aumentando a influência que os alemães sempre tiveram na Estônia. Teve início então, em 1559, a Guerra da Livônia, na qual lutaram dinamarqueses, suecos e poloneses, para obter o território da Livônia e conter o avanço russo, que já havia conquistado o bispado de Dorpat. Quando os suecos dominaram a região norte; os poloneses a região sul; e os dinamarqueses as ilhas do bispado de Ösel-Wiek, teve início outra guerra, a Guerra Nórdica dos Sete Anos (1563-1570). Consolidou-se o avanço e o subseqüente domínio sueco na região, derrotando os russos, e conquistando em 1629 as terras da Livônia, até então controladas pelos poloneses.

Império russo
Depois de uma guerra com o príncipe de Brandemburgo, a Suécia fez uma reforma nas terras dos nobres na Estônia, gerando um descontentamento e propiciando o retorno de outras nações ao território estoniano. Gerou-se então, em fevereiro de 1700, a Grande Guerra do Norte, com mais uma vez participando Dinamarca, Polônia, Rússia e a Saxônia, contra os suecos. Depois de muitas batalhas e reviravoltas, os russos conseguiram derrotar as tropas pessoais do Rei Carlos XII e conquistar Tallinn, dominando finalmente a Estônia e a Livônia, fato requerido desde a época do czar Ivan IV.

Durante o século XVIII, a criação das universidades na Estônia propiciaram um forte crescimento cultural da população, com a maior utilização do idioma próprio e de valorização da cultura estoniana. Foi a primeira vez que os estonianos se viram como um povo e os intelectuais buscavam a criação de uma nação. Aproveitando a inevitável queda do Império Russo, e já descontente com algumas medidas do império, se revoltaram em conjunto com a Revolução de 1905 e foram fortemente reprimidos pelo exército russo. Mas esse foi o primeiro passo real para a independência que seria alcançada após a Revolução de 1917, que daria pela primeira vez uma terra independente aos estonianos, a República da Estônia, com a bandeira que significava:
  • o azul dos lagos e do céu,
  • o preto da solo da terra natal e
  • o branco a felicidade do povo

Estônia independente
Durante os primeiros 22 anos de independência (1918-1940), passou por uma conturbada vida política com dissolução de partidos e o primeiro presidente sendo eleito apenas em 1938. Mas no aspecto cultural, foi um período muito forte, com a criação de muitas escolas que lecionavam em estoniano e a garantia da autonomia cultural das minorias, única em todo o leste europeu. Mas devido a essa política de neutralidade, a Estônia foi alvo da ocupação durante a 2ª guerra mundial. Em decorrência a uma artimanha soviética, foi ocupada em 1940 pela URSS. Em 1942, os alemães invadiram a União Soviética e começaram por tomar a Estônia para eles. No momento, o povo estoniano ficou contente, devido à antiga aproximação com os alemães e também por sonhar com a volta da independência, fato que logo foi descartado pelo governo de Hitler. Quando a invasão alemã na URSS fracassou e os alemães saíram da Estônia, a nova invasão soviética se mostrou inevitável, devido ao desgaste do país na guerra. Assim se estabeleceu a República Socialista Soviética da Estônia.

Durante os 52 anos de ocupação soviética, muitos movimentos de revolta e até de guerrilha se formaram, mas todos foram suprimidos pelo governo de Moscou. Apenas em 1989, com a queda da União Soviética, que começou a estruturação dos países soviéticos como a Estônia, e a posterior independência ganha em 1992, sendo o primeiro presidente da nova era independente Lennart Meri. Após a saída do exército russo em 1994, a Estônia aumentou seus laços comerciais com o resto do leste Europeu, e obteve um alto crescimento econômico nos anos 2000. Teve seu ingresso aceito na OTAN em 29 de março e na União Européia em 1º de maio de 2004.

Geografia
Com uma área de 45 000 km², a Estônia é maior que muitos países Europeus como a Dinamarca e a Suíça, mas sua área equivale à metade da área de Portugal ou do tamanho do estado do Espírito Santo, no Brasil. Suas dimensões se estendem 350 km de leste a oeste e 240 km de norte a sul. As ilhas oceânicas correspondem a 1/10 do território, enquanto os lagos detêm 5%.

A maior cidade e também capital é Tallin, onde reside 1/3 da população (398 434 pessoas). Outras maiores cidades são a universitária Tartu (101 140 habitantes), a industrial Narva (68 117 pessoas) e a de veraneio Pärnu (45 040 pessoas). Pärnu é apreciada no verão, devido ao seu vento ameno e a temperatura da água agradável, que lembra bastante o litoral do Mediterrâneo.


Clima
O clima divide-se entre o oceânico e o continental. O fator principal que afeta o clima na Estônia é o Oceano Atlântico, principalmente a corrente Norte-Atlântica, cujas atividades cíclicas na parte norte do oceano, provocam variações abruptas de temperaturas, bem como o aparecimento de ventos fortes.

O principal fator que caracteriza a diferença climática entre o litoral e as planícies do interior é a distância do Mar Báltico. No inverno, as correntes de ar mantém o litoral mais quente, enquanto o interior fica cerca de 4°C mais frio. Na primavera essa situação inverte, as terras das planícies esquentam mais rápido do que as águas do Mar Báltico, mantendo a temperatura no interior 3,5°C mais quente do que no litoral, fato que não acontece no verão. O inverno na Estônia é rigoroso, sendo a média em fevereiro de -9°C, a primavera é suave e com poucas chuvas. O verão é relativamente quente, a média em julho é de +16°C, e o outono é longo e ameno. A temperatura média ao longo do ano fica entre 4,3°C e 6,5°C. A neve, frequente, ocorre em 75 a 135 dias por ano, cobrindo durante todo o inverno as terras altas do interior e chegando, ocasionalmente às bordas costeiras e às ilhas como Saaremaa.

Religião
De acordo com a mais recente pesquisa de opinião pública do Eurostat, em 2005, o resultado faz dos estonianos o povo menos religioso de entre os então 25 membros da União Européia. Historicamente, contudo, a Estônia foi um baluarte do Luteranismo devido a sua forte ligação com os países nórdicos. Durante o período de russificação, muitos camponeses foram convertidos à Igreja Ortodoxa, mas poucos permaneceram após a queda dos czares em 1917 e a lei de liberdade religiosa de 1920.

Idiomas
A língua oficial do país é a estoniana, uma língua fino-ugriana que é intimamente ligada ao finlandês. Foi influenciada pelo alemão e como o finlandês possui muitas palavras suecas. A língua russa é também muito empregada, como sua segunda língua, por um grupo de estonianos formado por pessoas entre trinta e setenta anos de idade, devido ao russo ter sido ensinado compulsoriamente como a segunda língua do país durante a era soviética. Muitos jovens estonianos sabem falar o inglês, após o terem aprendido como sua primeira língua estrangeira. Alguns russos residentes na Estônia não falam o estoniano, mas muitos daqueles que permaneceram após a queda da União Soviética começaram a aprendê-lo.

Política
O sistema de governo é o parlamentarismo, no qual um primeiro-ministro governa o país. O primeiro-ministro é nomeado pelo Parlamento, com indicação do presidente da república. O Parlamento ou Riigikogu é formado por 101 deputados, eleitos por voto direito da população, e que não podem ser reeleitos. O sistema judiciário estoniano é baseado na constituição; qualquer pessoa tem o direito de recorrer à Justiça. Sendo assim, a Justiça Estoniana tem 3 instâncias: 1. Tribunal de condado ou da cidade, 2. Tribunal de Apelação e 3. Suprema Corte, esta última contendo 19 juízes, que os mantém independentes e isentas de influência política do governo.

Fonte: Wikipédia

Um comentário:

Pilland disse...

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