segunda-feira, 29 de setembro de 2008

receita de mulher

0 comentários
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebal
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.
(Vinícius de Moraes)

sábado, 27 de setembro de 2008

Ipiranga ou Ypiranga

0 comentários

foto: Jornal Ipiranga News


Ipiranga...O Bairro da Independência 

  • assim contam uns...
"No suceder dos tempos, o significado da palavra Ipiranga recebeu numerosas modificações. Não há, porém, um estudo conclusivo a respeito do significado exato da palavra Ipiranga, levando-se em consideração os inúmeros dialetos utilizados pelos habitantes da terra de Piratininga. No entanto, 'água vermelha' e 'água barrenta' foram as interpretações dadas pelos primeiros habitantes brancos do Planalto que, certamente, as receberam diretamente dos índios moradores do local.

Os conhecimentos sobre a região do Ipiranga remontam a 1510, época em que João Ramalho habitava juntamente com os índios guiainazes a área do Planalto Piratininga, compreendida entre a margem direita do Ribeirão Guapituva, até a aldeia do cacique Tibiriçá. Ao longo do tempo, doações de terras foram se sucedendo, e o local conhecido como Ipiranga ganhou relativa ocupação branca, causando até mesmo a transferência maciça dos Guaianazes para outras paragens, visto os mesmo não se adaptarem aos costumes dos novos habitantes - ou seja, não estavam gostando nada de serem escravizados, espancados e acorrentados.
Por volta de 1850, a terra de Piratininga havia recebido inúmeros moradores que a povoaram lentamente, formando uma comunidade de aproximadamente 1500 habitantes com 100 residências, estendendo-se por toda a colina ribeirinha do Tamanduateí. A localização privilegiada no caminho do mar favorecia a concentração dos habitantes e, consequentemente, a expansão dos sítios e fazendas.

Dentre os principais fatos históricos ocorridos no bairro do Ipiranga, sobressai a Proclamação da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, por D. Pedro I, às margens do ribeirão Ipiranga. Esse é um fato histórico que todos devem saber.

O museu e o monumento do Ipiranga, inaugurados respectivamente em 1895 e 1922, têm suas histórias iniciadas praticamente nos primeiros anos que sucederam ao feito histórico de D. Pedro I, e representam, juntamente com o parque da Independência, o marco histórico nesse bairro tradicional da cidade de São Paulo.
No Ipiranga está concentrada uma população estimada em 556.040 habitantes, que representa 4,9% da populacão do município de São Paulo. "
(Fonte: http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/Bairro%20do%20Ipiranga.htm)

  • e assim contam outros...
"O nome Ypiranga, dado ao riacho que se tornou célebre e passou a ser chamado de rio após D. Pedro proclamar a independência do Brasil, deriva-se do dialeto tupi-guarani (dos índios Guaianazes). O significado desta palavra tem suscitado controvérsias, desde quando Martius, em seu tratado clássico sobre termos e denominações brasílicas, afirma que Ypiranga significa 'Água Roxa', tradução adotada por Azevedo Marques. Porém, o tupinólogo João Mendes, abordando o aspecto fonológico, aclarou esse 'engano de interpretação de muitos nomes e textos deixados por jesuítas e silvícola'.

Abaixo está na integra a referência do ilustre tupinólogo:
Ipiranga - afluente do rio Tamanduatei, pela margem esquerda do município de São Paulo. Célebre por ter sido nas suas margens que o Príncipe Regente D. Pedro, depois Imperador do Brasil, ergueu o grito da Independência do Brasil em 7 de setembro de 1822.
Y - relativo
PI - centro, fundo.
- desigual, não nivelado.
A - empinar, com o sufixo NGA (breve) para formar o supino.
Nada tem, portanto, estes ribeirões e córregos com 'água vermelha' ou 'rio vermelho'. O indígena não teria cometido este senso.
Comemoramos o aniversário do Bairro do Ipiranga aos 27 de Setembro de 1584, data em que aparece a primeira citação do 'Ireirepiranga' nas Atas da Vila de São Paulo.
Na época os portugueses só haviam assimilado o linguajar dos índios guaianazes (Tupy Guarani), primeiros habitantes do lugar, e pronunciavam o nome quase sempre associado ao rio, que levava ao litoral, de diversas maneiras: Ipiranga, Piranga, Hiporanga, Ibipiranga, Opiranga, e Ireiripiranga."
(fonte: http//www.bairrodoipiranga.com/historiaipiranga1.htm)

A Bandeira
Criada por Jayme Castro Delgado em 1.984, foi hasteada pela primeira vez no dia 1° de setembro daquele ano, junto com o Pavilhão Nacional e a Bandeira Paulista ao som do Hino Nacional. As cores preto, vermelho e branco representam as cores do Estado de São Paulo. A pira central estilizada com a chama Verde e Amarela, simbolizam o local onde foi proclamada a Independência do Brasil.




O Hino Do Ipiranga
Letra: Mauro Dall´Acqua
Música: José Roberto Palomino


Ipiranga, berço do Brasil
Onde o sol da liberdade despontou
Despertando a nação pra sua glória
Da colina um brando heróico ecoou (bis)
No caminho para o mar, tu és passagem
Sob a sombra do chorão as despedidas
És altar de um povo religioso
Tens a força e o milagre tu abrigas

Oh, meu Ipiranga
Meu coração bate por ti
Nestes versos eternizo
A grandeza deste bairro onde eu cresci

Teus museus contam nossa história
Tuas obras são monumentais
Dos destinos do país és a partida
Patrimônio secular tu és memória
Chão amado, porta da cultura (bis)
Tuas ruas nos recordam grandes vultos
Do passado ao presente és cantado
Solo fértil, és belo, és pintura

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

ontem, hoje e sempre...ser paulistana

0 comentários

São Paulo, capital do estado homônimo, é a maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério sul. Uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, São Paulo é considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta, recebendo o status de cidade global beta, por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC).
A cidade é mundialmente conhecida, e exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista cultural, econômico ou político. Conta com importantes monumentos e museus, como o Memorial da América Latina, o Museu da Língua Portuguesa, o MASP, o Parque Ibirapuera e a avenida Paulista, e eventos de grande repercussão, como a Bienal Internacional de Arte, o Grande Prêmio do Brasil e o São Paulo Fashion Week.
  • Décima nona cidade mais rica do mundo, o município representa, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil.
  • Sua região metropolitana possui 19.223.897 habitantes, o que a torna a sexta maior aglomeração urbana do mundo. O lema da cidade, presente em seu brasão oficial, é constituído pela frase em latim "Non ducor, duco", cujo significado em português é "Não sou conduzido, conduzo".
  • Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas e Baixada Santista; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Estendido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro.

São Paulo ontem

Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre. 

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A rainha virgem

0 comentários
Elizabeth I - rainha da Inglaterra








Isabel I (7 de setembro de 1533 — 24 de março de 1603), também conhecida no Brasil sob a variante Elisabete I ou Elizabeth I, foi Rainha da Inglaterra e da Irlanda desde 1558 até à sua morte.
Também ficou conhecida pelos nomes de A Rainha Virgem, Gloriana e Boa Rainha Bess.














O rei inglês Henrique VIII, era casado com a espanhola Catarina de Aragão. O soberano era louco para ter um filho homem, no entanto sua esposa lhe deu uma filha, Mary. Mas, o rei queria muito um menino, para que fosse seu sucessor, então resolveu casar-se novamente. A Igreja Católica não permitiu que o rei se casasse novamente, a não ser que ele obtivesse o aval do papa, mas esse lhe foi negado. Com a convicção de que só uma nova esposa lhe daria o tão sonhado filho, Henrique VIII fundou a Igreja Anglicana. Foi aí que pôde se casar com Anna Bolena, porém, essa também lhe deu uma filha, Elizabeth. Rejeitando a esposa por ter lhe dado uma menina, Henrique VIII forjou uma acusação de adultério, que resultou na decapitação de Anna em 1536. O rei casou-se novamente, com Jane Seymour, que morreu logo após dar a luz ao filho tão desejado, Edward.

Mesmo depois de realizado seu desejo, o soberano casou-se e descasou-se diversas vezes. Quando Elizabeth completou 13 anos de idade, Henrique VIII morreu. Como era esperado, Edward I assumiu o trono, tinha apenas 9 anos de idade.
O novo rei era de saúde frágil, permaneceu no trono por pouco tempo, quando, em 1553, morreu de tuberculose. A sucessora por direito foi Mary, ela era católica, o que revoltava os anglicanos, por isso eles apoiavam Jane Grey, uma parente distante do rei morto, para assumir o poder. Mary conseguiu deter os revoltosos e garantir o poder. Era uma mulher muito nervosa e paranóica, após assumir o trono tratou de restaurar sua religião no país, mandou 300 pessoas para a fogueira. Além disso, casou-se, em 1554, com o então rei da Espanha, Felipe II, essa atitude a tornou mais odiada entre os ingleses que não viam com bons olhos a união da frágil Inglaterra com a Espanha, a nação mais poderosa daqueles tempos.

Mary suspeitava de que sua meio-irmã Elizabeth estivesse por trás dos levantes protestantes, por isso, resolveu trancafiá-la na Torre de Londres, onde ficou por quatro anos. Com a morte de Mary, em 1558, Elizabeth teve a oportunidade de assumir o poder. Quando tomou posse do poder ela percebeu que os ingleses estavam divididos entre católicos e protestantes e, o tesouro real estava acabado. O viúvo de Mary I estava de olho no poder e, para completar, a França sustentava uma forte e poderosa aliança com a católica Escócia, ameaçando uma invasão pelo norte. Elizabeth organizou um time de conselheiros cuja qualidade principal era a competência. Ao invés de desafiar o parlamento ela promovia diversas alianças com o mesmo.

A soberana reforçou a autoridade dos nobres, mas por outro lado cobrou deles responsabilidades com a chamada Lei dos Pobres, na qual o senhor feudal era obrigado a cuidar dos necessitados de seu feudo. Propôs trégua à França, cedendo a posse do porto de Calais. Ao Contrário do que fez com a França, Elizabeth financiou secretamente grupos protestantes para desestabilizar o governo da sua prima, a rainha escocesa Mary. Para conter a ambição do viúvo de sua meia-irmã, Mary I, a rainha passou a flertar com ele, enrolou-o por anos para depois dispensá-lo.
Com essas ações, ela conseguiu manter a Inglaterra livre de invasões. A questão religiosa se manteve como um dos grandes problemas do início do reinado da “rainha virgem”, como ficou conhecida.

Elizabeth resolveu instalar novamente a Igreja Anglicana, criada por Henrique VIII. Ela não queria uma guerra civil, por isso deu voz aos católicos no Parlamento. Mas as revoltas religiosas continuaram, tanto que, em 1569, um grupo de nobres católicos rebelou-se no norte da Inglaterra. Para sufocar essa revolução, Elizabeth mandou massacrar os revoltosos e, confiscar os bens de seus herdeiros que ficaram privados da herança. Em contrapartida, o papa excomungou Elizabeth, em 1570. Em 1585, o rei espanhol Felipe II declarou guerra à Inglaterra, reunido a maior frota já vista. Em compensação, a inglesa tinha apenas 197 embarcações. Para a sorte de Elizabeth os espanhóis foram vítimas de uma tempestade no Canal da Mancha, apelidada de “castigo protestante”, e ficaram desgovernados. Os ingleses aproveitaram a chance e massacraram 5 mil soldados inimigos. Essa vitória deixou a Inglaterra entre as maiores potências daquela época.

  • Com a proximidade da velhice e da morte, Elizabeth I estava preocupada em quem seria seu sucessor, o herdeiro do trono. Segundo alguns estudiosos, ela teria indicado seu sobrinho, James I da Escócia, filho de sua prima-rival, Mary. Para outros, isso não aconteceu de fato. O que se sabe é que a “rainha virgem” faleceu em 1603, e foi a última da dinastia Tudor.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

é primavera....

0 comentários











Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Que eu quero estar junto a ti
Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor...

Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
(Tim Maia)

domingo, 21 de setembro de 2008

Somos o que pensamos

1 comentários
Deepak Chopra é indiano radicado nos EUA desde a década de 70, médico formado na Índia, com especialização em Endocrinologia nos Estados Unidos. Filósofo de reputação internacional, já escreveu mais de 35 livros, um dos mais respeitados pensadores da atualidade.

"Somos as únicas criaturas na face da terra capazes de mudar nossa biologia pelo que pensamos e sentimos! Nossas células estão constantemente bisbilhotando nossos pensamentos e sendo modificados por eles. Um surto de depressão pode arrasar seu sistema imunológico; apaixonar-se, ao contrário, pode fortificá- lo tremendamente.
A alegria e a realização nos mantém saudáveis e prolongam a vida. A recordação de uma situação estressante, que não passa de um fio de pensamento, libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse.
Suas células estão constantemente processando as experiências e metabolizando-as de acordo com seus pontos de vista pessoais. Não se pode simplesmente captar dados brutos e carimbá-los com um julgamento. Você se transforma na interpretação quando a internaliza.
Quem está deprimido por causa da perda de um emprego projeta tristeza por toda parte no corpo – a produção de neurotransmissores por parte do cérebro reduz-se, o nível de hormônios baixa, o ciclo de sono é interrompido, os receptores neuropeptiídicos na superfície externa das células da pele tornam-se distorcidos, as plaquetas sanguíneas ficam mais viscosas e mais propensas a formar grumos e até suas lágrimas contêm traços químicos diferentes das lágrimas de alegria.
Todo este perfil bioquímico será drasticamente alterado quando a pessoa encontra uma nova posição. Isto reforça a grande necessidade de usar nossa consciência para criar os corpos que realmente desejamos. A ansiedade por causa de um exame acaba passando, assim como a depressão por causa de um emprego perdido.
O processo de envelhecimento, contudo, tem que ser combatido a cada dia. Shakespeare não estava sendo metafórico quando Próspero disse: “ Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos.”

Você quer saber como esta seu corpo hoje? Lembre-se do que pensou ontem. Quer saber como estará seu corpo amanhã? Olhe seus pensamentos hoje! Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

...começo de viagem!

0 comentários
O sumiço de uma mala
Você já se imaginou na Cote D'Azur? talvez!
mas e sem a sua mala? duvido!
pois é...isso ninguém nunca pensou, mas também pra que pensar numa tragédia dessa?

O avião desce em Nice, França, tudo foi muito bem no decorrer da viagem, e vamos para a esteira de bagagens...
ela gira, gira, aparece uma mala verde, outra azul, várias pretas, algumas marrons,
muchilas, algumas grandes, outras pequenas, mas cadê aquela, aquela, que contém tudo o que é meu, roupas, chapinha, shampoos, cremes, perfumes(lembra que líquido não pode mais vir na bagagem de mão?), então, e você espera, no próximo giro da esteira ela virá, porque bem a minha não vem? uma roxa, não não é ela, a minha é preta básica, grande mas básica, dentro com tudo básico para uma viagem de 15 dias pelo litoral da França, e da Itália, mas porque demora tanto?....opa! a esteira parou, acabou? e como a esteira, parou também o meu coração, e como toda mulher... as lágrimas começam a rolar....sábado 30.08.2008 as 20.00hs de uma noite quente do litoral francês.

Uma tragédia!, pra você que não estava lá, sem uma calcinha se quer, pode parecer engraçado, ou nada de mais, mas pra mim "uma tragédia", o mundo parou..."cadê as minhas coisas?!!!" ninguém sabia responder...

Domingo 31.08.2008, procura daqui, procura dali, nada!!
Aeroporto não sabia, companhia aérea "estamos a ver"(era a TAP portuguesa), só o seguro das malas que procuravam dar mais atenção, também, não queriam cobrir esses gastos, que só valeria a partir das 24h da perda.
França litoral, domingo... o comércio não abre....
só o que resta....lágrimas, e uma lojinha de praia aberta, um vestido uma bermuda e uma blusinha, e eu que tinha tantas na minha mala!!! ahh, tinha uma loja de lingerie também aberta...

Segunda 01.09.2008, 10.00hs da manhã de um lindo dia ensolarado, pra eles, pra mim nebuloso, a campainha do quarto do hotel, "o que será tão cedo assim?"
a porta é aberta, e quem está lá? ela a minha preta grande e básica mala, do lado de um mensageiro do hotel,
e como começou, terminou...
eu em lágrimas!! mas dessa vez de felicidade.

O Anjo do amor

0 comentários
Há um Anjo que se apresenta com suas vestes de luz, com suas mãos de doçura, com sua voz sincera...

Sempre sorri. Sempre abraça.
Sempre envolve e alivia a dor.
Não discrimina, nem julga, acolhe sempre a todos.
Sua forma gentil e delicada tem feições de força e poder irresistíveis.

Às vezes se apresenta como uma luz dourada, outras vezes azul, rosa ou prateada...
É sempre da cor exata que nossos olhos puderem enxergar.
Alguns o descrevem com feições masculinas, outros com feições femininas.
Depende de quem o vê.

Para uns é jovem, outros o vêem idoso, por vezes parece uma criança.
Porém todos sabem: ele toma a forma que preciso for quando sua presença é necessária.
Assim ele pode parecer ser grande ou pequeno.
Pode tomar o formato do vento, da lua, das estrelas, do mar, do céu colorido ao entardecer, para promover paz, alegria, saúde ou beleza que emociona.

Também pode assumir a voz da mãe que acalenta ou a voz de um amigo e até de um desconhecido nas horas de precisão.
Estar presente num beijo enamorado.
Naquele abraço, quando tudo parecia perdido.
Numa prece compartilhada.
Pode estar no sorriso que encanta, ou no pão repartido.

Em uma obra de arte ou da tecnologia.
Ser a presença de alguém querido quando a doença visita.
Apresentar-se em forma de flor, de um arco-íris que surge colorindo o céu, de gotas de orvalho, de chuva que molha a terra seca, gerando vida na alma da Terra.
Sua essência pode gerar um livro, ou uma essência que cure e alivie.
Para alguns ele pode vir como o carinho de um cãozinho maroto, que o afaga quando o dia torna-se pesado e sombrio.
Ou nos sons de alegria vindos de um filho que lhe chama.

Quando tocados por sua presença nos sentimos mais fortes e seguimos mais felizes em nossa caminhada, por um certo tempo, até que dele nos esquecemos...
Um dia, após muitos encontros com este Anjo descobrimos que ele nos deixou algo: um presente.
E esses são tempos de uma experiência única, é quando sentimos que nossas palavras exalam um perfume de encanto.
Quando descobrimos, surpresos, que somos nós, agora, quem sempre sorri, sempre abraça, sempre envolve e alivia a dor.
Sem discriminarmos a quem, sem julgamentos, acolhendo a todos, de uma forma gentil e delicada, mas ainda assim trazendo feições de força e poder irresistíveis.

Há um anjo chamado amor e ele vive na Terra, espalhando bênçãos e tocando corações.
Você já o sentiu hoje?
Envolveu-se em seu perfume?
Ouviu sua voz?
Reconheceu seu olhar?
Percebeu o pulsar deste anjo dentro de seu coração? ...
(Thais Accioly)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A alegria na tristeza

0 comentários

"O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se 'Alegría de la tristeza' e está no livro 'La vida ese paréntesis' que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada."

(Martha Medeiros)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Firenze

0 comentários
 "a bela Firenze" escutei isso de uma jovem que passava por mim de bicicleta, e essa frase ficou em minha mente. Sim, Firenze é bela....além disso é romântica, histórica, musical, iluminada, fascinante...apaixonante. Ao entardecer se ouve pela cidade, a doce voz de uma mulher no centro da praça da República a cantar óperas, o som passeia pela cidade a sorrir. Os lindos cafés pelas calçadas lotados, belas pessoas iluminadas pelo restinho do sol do entardecer....o verão terminando em Firenze. O rio brilha, no reflexo do sol, a ponte del Vecchio é um quadro na lembrança, com o vai e vem constante dos turistas. Sim, eu também acho que Firenze é bela, e muito mais, inesquecível!!

Aventureiros

0 comentários
"Você está na dúvida se quer ter filhos, então resolve visitar um casal de amigos que tem duas crianças. É a oportunidade de observar a rotina de uma família bem constituída e descobrir se é um modelo de vida que você e seu marido gostariam de reproduzir. A grande noite chega. O menino tem 6 anos, e a menina, 3. A casa está um circo, há um pano amarelado aparecendo por baixo do sofá e na televisão está passando o DVD do Shrek. 'Ninguém mais ouve música aqui em casa, só trilha sonora infantil', comenta sua amiga com um sorriso perturbado. Aliás, sua amiga não senta, está sempre em pé, de um lado para o outro. A menina não quer comer nada. O menino diz que está sem sono, apesar de tropeçar nas próprias pernas. A menina abre sua bolsa (não a dela: a sua!), tira de dentro o celular e aperta em todas as teclas. O menino chora porque não quer ir pra cama: não quer, não quer, não quer. A menina dança no meio da sala e não deixa ninguém conversar, exige a atenção todinha pra ela. O garoto passa voando por um copo e o quebra. A menina pede para você emprestar a pulseira que você está usando, aquela feita de delicadíssimos cristais que podem arrebentar por qualquer coisinha. Ao sair do jantar, você e seu marido olham um para o outro, se beijam no elevador e, sorrindo, decidem: claro que vamos ter os nossos! Vai ser totalmente diferente!
Não adianta. Quem nunca teve filho projeta um futuro mirabolante: 'Os meus serão calmos, estudiosos, comerão só alimentos saudáveis, dormirão cedo, não fumarão, serão sociáveis, esportistas, gostarão de livros, viverão junto à natureza, terão muitos amigos e irão à missa'. Amém. Você pode evitar de ter uns pestinhas, educação funciona. Mas é bom estar preparado para imprevistos. Filho é uma incógnita. Pode odiar tudo o que você adora, pode ter um humor diferente do seu, pode querer morar numa comunidade no meio do mato, pode não ser chegado aos estudos, pode ser um gênio: nosso controle é relativo. Muitíssimo relativo. Quem acha que ser mãe e pai é criar alguém à sua imagem e semelhança, começa mal. Ter filhos é um ótimo projeto pra quem não é egoísta e entende o significado das palavras responsabilidade, respeito, adoração e liberdade. Filhos são outras pessoas, não são nós.

Não querê-los é um desejo tão legítimo quanto querê-los, encontra-se felicidade em qualquer situação, não obrigatoriamente nas convenções. Mas creiam-me: vale a pena. Uma filha quer ser médica, a outra quer trabalhar com moda. Uma anda com saias curtíssimas e pinta as unhas de rosa-choque, a outra não tira o jeans e o All Star. Uma sonha em conhecer o mundo todo, a outra reclama de almoçar fora. Uma toca guitarra, a outra é um projeto de patricinha. E ambas odeiam o verão!! Fazer o quê, internar?

Me divirto com as minhas duas. Ter uma família não é nada ruim, mas sempre vai ser muito diferente do que se imaginou. Portanto, pra quem tem espírito de aventura, bem-vindo a bordo, mas quem não lida bem com o imponderável, melhor mesmo deixar pra lá. Ou é um prazer, ou melhor não ter."
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

dicas de livros

0 comentários
Livros escritos por Philippa Gregory
Editora Record
romance histórico


A herança de Ana Bolena
Em 1539, toda a corte dos Tudor encontra-se apreensiva. O soberano Henrique VIII está com saúde debilitada. Contando com apenas um herdeiro na linha de sucessão, o rei precisa de uma nova esposa. A jovem Ana de Cleves é então trazida da Alemanha. Mesmo fascinada pelo esplendor da corte, ela percebe uma armadilha se fechando ao seu redor. Catarina Howard e Jane Bolena, prima e cunhada, respectivamente, de Ana Bolena, não medirão esforços para retirá-la do trono da Inglaterra.


A princesa leal
No imaginário popular, Catarina de Aragão é vista como rainha desprezada por Henrique VIII, a nobre trocada por Ana Bolena, a renegada da corte dos Tudor. Este romance restitui a infância e a juventude da infanta de Espanha. Criada no palácio de Alhambra, em Granada, Catarina fora prometida aos 3 anos de idade a Artur, príncipe de Gales. No entanto, a morte prematura do marido fez com que Catarina se unisse a Henrique, seu cunhado.


O amante da virgem
Philippa Gregory prova porque tem sido apontada como a grande autora de romances históricos. Suas descrições precisas conduzem o leitor através da exuberância e da hipocrisia da corte inglesa do séc. XVI. Este romance traça o retrato da rainha Elizabeth I, conhecida como a "Rainha Virgem". Coroada aos 25 anos, a jovem monarca encontra as finanças de seu reino em ruínas, além de um exército completamente desmoralizado. Apaixonada por um aristocrata casado, a ambiciosa rainha não vai medir esforços para conquistar seu grande amor.



A irmã de Ana Bolena
Aos 14 anos e recém-casada, Maria Bolena é levada para a corte de Henrique VIII na companhia dos irmãos George e Ana. Delicada e bondosa, Maria ganha a proteção do soberano tornando-se sua amante. No entanto a personalidade de Ana acaba atraindo o monarca, que a escolhe como nova concubina. A rivalidade entre as irmãs e as intrigas palacianas são os ingredientes deste delicioso romance

Você é...

1 comentários
"Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê."
Martha Medeiros

domingo, 14 de setembro de 2008

Viajar

0 comentários
 Natureza, cor, luz,  beleza, paz, tranquilidade e amor, foi assim mais essa viagem dos sonhos.




*Juan les Pins - França*


*St.Paul de Vence - França*




*Cannes - França*


*Ville de Mônaco - Mônaco*




*Monte Carlo - Mônaco*


*Viareggio - Itália*


*Firenze - Itália*




*Veneza - Itália*







setembro de 2008

sábado, 13 de setembro de 2008

Algo para não esquecer

0 comentários
"Sua presença é um presente para o mundo.
Você é única e não há uma igual a você.
Sua vida pode ser o que quiser que ela seja.
Viva os dias, apenas um de cada vez.
Conte suas bênçãos, não seus problemas, você os superara venha o que vier.
Dentro de você há muitas respostas, compreenda, tenha coragem, seja forte.
Não coloque limites em si mesmo, muitos sonhos estão esperando para serem realizados.
As decisões são muito importantes para serem deixadas ao acaso.
Alcance seu máximo, seu melhor é seu prêmio.
Nada consome mais energia do que a preocupação.
Quanto mais tempo se carrega um problema, mais pesado ele fica.
Não leve as coisas tão a sério.
Viva uma vida de serenidade, não de arrependimentos.
Lembre-se de que um pouco de amor dura muito.
Lembre-se que a amizade é um investimento sábio.
Os tesouros da vida são todas as pessoas.
Perceba que nunca é tarde demais.
Faça coisas simples e de forma simples.
Tenha saúde, esperança e felicidade.
Encontre tempo para fazer pedidos a uma estrela.
E nunca jamais esqueça, por sequer um dia...
O quanto você é especial !!! E sempre se lembre: Sorria !!!"

(desconheço autoria)
 
© 2008 Espaço dos anjos  |  Templates e Acessórios por Elke di Barros