terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Arco de Tito

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O Arco de Tito é um Arco Triunfal, erigido em comemoração à conquista de Jerusalém. O Imperador Tito Flávio, filho do imperador Vespasiano, comandou as legiões romanas que ocuparam a capital da Judéia em 1 de agosto de 67. Com esta ocupação teve início a destruição do Templo de Jerusalém, que seria concluída no ano 70 – acontecimento que foi considerado a realização de uma das profecias de Jesus Cristo.








– Vê-se esculpido no arco:

  • a Mesa do Pão Ázimo,
  • as trombetas de prata,
  • a Menorá,
  • o candelabro de 7 braços;
  • símbolos do Judaísmo.

Inteiramente em mármore, o Arco é o mais célebre de Roma. Situa-se no Fórum Romano e foi construído em 81, medindo 15,4 m de altura, 13,5 m de largura e 4,75 m de profundidade.



– Nele consta a seguinte inscrição:
SENATVS
POPVLVSQVE·ROMANVS
DIVO·TITO·DIVI·VESPASIANI·F(ILIO)
VESPASIANO·AVGVSTO


"Do Senado e do povo romano para o divino Tito, filho do divino Vespasiano, Vespasiano Augusto".



Os judeus, de Roma ou de qualquer lugar, nunca passaram embaixo do Arco de Tito, até 1948, quando o Estado de Israel foi fundado. Nesta ocasião os judeus de Roma fizeram uma grande parada e passaram embaixo do arco, comemorando a reconquista de sua terra e, claro, a sua sobrevivência ao Império Romano.

Origem: Wikipédia

domingo, 27 de dezembro de 2009

Como a Bíblia se divide

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Para os Judeus
"Antigo Testamento" é uma expressão cristã. Os judeus chamam esses textos compostos entre os séculos XII aC e II aC de Tanakh, um acrônimo para as três partes de sua Bíblia:
  • Torá, ou os livros da Lei, subdividida em Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
  • Neviim, ou os livros dos Profetas, subdividido em Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel e Profetas Menores.
  • Ketuvim, os Escritos, subdividido em Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Ruth, Lamentações, Eclesiastes, Esther, Daniel, Ezra, Crônicas.


Para os Protestantes
O Velho Testamento
Parece mais com a Tanakh judaica que com o Velho Testamento da Bíblia católica, já que a maioria dos ramos protestantes e evangélicos não aceita os livros deuterocanônicos como parte de sua doutrina. Para eles, esses livros são apócrifos, destituídos de autoridade e legitimidade canônica.

O Novo Testamento
É em geral, o mesmo usado pelos católicos.



Para os Católicos
O Antigo Testamento
Contém todos os livros aceitos pelos judeus, sua ordem, interpretação e também a ênfase que é dada a cada um deles possam variar. Além disso, o Antigo Testamento católico inclui os chamados livros deuterocanônicos, ou do "cânone posterior". São eles:
  • Tobias, Judite, 1 Macabeus, 2 Macabeus, Sabedoria, Sirácides ou Eclesiático, Baruque, Acréscimos Gregos a Esther, Acréscimos Gregos a Daniel.
  • As Igrejas Ortodoxas Grega e Russa reconhecem outros livros deuterocanônicos ainda: 1 Esdras e Oração de Manasseh, além do Salmo 151.

O Novo Testamento
O volume que cinde as tradições judaica e cristã é composto de 27 livros, divididos em quatro gêneros de literatura:
  • Os Evangelhos sinópticos (que compõem uma história) de Mateus, Marcos, Lucas e João, mais Atos dos Apóstolos.
  • As Epístolas Paulinas, ou as cartas em que São Paulo, um judeu das classes altas que perseguia os cristãos até se converter à sua religião, se dirige aos romanos, aos coríntios e aos tessalônicos, entre outros.
  • As Epístolas Gerais ou Judaicas, entre as quais se inclui o Apocalipse do apóstolo João
  • Apocalipse



Origem: Revista Veja - 23 dez 2009 - ed. 2144 - ano 42 - nº 51

sábado, 26 de dezembro de 2009

Ano Novo

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O Ano-Novo é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Todas as culturas que têm calendários anuais celebram o "Ano-Novo". A celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo réveiller, que em português significa "despertar".



A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o '1 de janeiro' como o Dia do Ano-Novo em 46 aC. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces – uma voltada para frente e a outra para trás –
Curiosidades:
  • No Egito antigo, 3750 anos antes de Cristo, a estrela Sirius alinhava-se com a estrela Canopus no rumo Sul ao centro da Via Láctea; exatamente a zero hora sobre as Pirâmides de Guizé.
  • O calendário egípcio deu lugar ao cristão.



Origem: Wikipédia

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Tarô

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Quando manuseamos um baralho de Tarot, não nos damos conta da história artística que o trouxe até os dias atuais. Apenas adquirimos o baralho de nosso interesse, pagamos por ele e o utilizamos. Essa facilidade nos distancia da verdadeira essência que torna o baralho único, outrora imaginado, intuido, inspirado por artistas que deixaram seu marco criativo impresso nas lâminas. Com a quantidade de baralhos no mercado hoje (existem mais de 8.000 catalogados), podemos pensar que se tornaram verdadeiras "galerias de arte" dinâmicas, apropriadas a cada gosto e estilo.








Século XIV
Dando um pulo no passado, descobriremos curiosidades em relação às criações do famoso baralho. Com a escassez de recursos, todo trabalho executado era uma verdadeira obra de artesão. Reportamo-nos ao ano de 1392, na França. Um modesto artesão de nome Jacquemin Gringonneur, desenha a pedido do Rei Carlos I, o mais antigo Tarot que se tem preservado. Todo trabalho manualmente desenvolvido, com folhas de ouro, tintas apropriadamente preparadas, estilo inconfundível, fez do «Tarot de Gringonneur» uma peça valiosíssima, que pode ser encontrada ainda hoje no Museu da Biblioteca Municipal de Paris, restando apenas 17 Arcanos. Apesar de não conter nomes e números, as lâminas realmente pertencem a um baralho de Tarot. Todo trabalho foi feito meticulosamente, com o capricho digno de um rei. Podemos pensar que só os nobres tinham acesso a tal trabalho, já que todo processo de confecção o encarecia muito.

Durante o período do século XIV, os artesãos de cartas não compunham um grupo expressivo, sendo eles contratados na sua maioria por nobres para a encomenda de obras artísticas, dando-os a única alternativa de se unir a outros grupos maiores. No período final do mesmo século, já havia uma significativa mudança nas criações dos baralhos, utilizando-se colagem e corte do papel mais aperfeiçoado, aumento das combinações de cores, durabilidade das lâminas, etc.


Século XV
Ainda podemos encontrar nos alfarrábios, outro antigo baralho de Tarot, o «Visconti-Sforzi» ricamente ilustrado, feito também artesanalmente por Bonifácio Bembo, em fundo de ouro, prata e vermelho, adquirido pelo Duque de Milão, Fillipo Maria Visconti, por volta de 1450 (Cremona na Itália), na ocasião do enlace matrimonial de sua filha, Bianca Maria Visconti com Francesco Sforza, aproximando a disposição original dos 78 Arcanos. O baralho está dividido pelo mundo: uma parte na Biblioteca Piermont de Nova Iorque e outra parte entre colecionadores. A arte comporta no baralho é inconfudivelmente medieval, lembrando o estilo das iluminuras dos livros sagrados da época.

No princípio do século XV, começa a ser empregada uma técnica que viria a revolucionar as demais: a máscara, que consistia em padrões ou moldes perfurados e entalhados. Acredita-se que esse processo deu origem à xilografia, técnica que permitia gravar a partir de um bloco de madeira, funcionando como um carimbo. Todo esse "pulo tecnológico" surgiu da necessidade de não mais os artesãos se exporem a compostos químicos de suas tintas (que matava muitos por processo cancerígeno), bem como as doenças respiratórias provocadas pelo mofo do papel e os ferimentos causados pelas ferramentas rústicas que utilizavam para cortar o papel e que, volta e meia, levava também um dedo (dentre outros problemas como cegueira, lesões por esforço repetitivo, etc). As lâminas não possuíam nomes ou numerações.


Século XVI
Surgiram diversos baralhos, denominados Tarocchinos (ou Taroccos), principalmente na Itália, França e Espanha. A preocupação com a arte nessa época começou a se estender ao dorso das lâminas. O desenho composto por múltiplas linhas cruzadas diagonalmente e de diversos tamanhos, foi batizada pelos franceses de Tarotée (uma das possíveis etimologias da palavra Tarot) e outro desenho (raramente utilizado) denominado Tares, era composto por pingos ou respingos, feitos normalmente em prata. A arte composta nas lâminas ainda possuía fortes traços geométricos, tornando as figuras humanas "quadradas" e as cores não possuíam "o vivo" encontrado séculos depois.


Século XVII
Um novo rumo começou a acontecer em relação à criação das lâminas por volta do século XVII, quando a Europa vivia a forte influência da cultura cigana. Os ciganos, ligados ao colorido forte (encontrado principalmente em suas vestimentas), determinaram a evolução artística do Tarot: as lâminas começaram a ganhar tons mais alegres e menos sombrios. Nessa época a proliferação dos métodos advinhatórios, começou a despertar na mente dos artistas, muita imaginação. Acredita-se que por volta do final desse século é que tenha surgido o Tarot de Marselha. A técnica utilizada é a xilografia (desde o século XV) e nesse período o avanço gráfico foi primordial (o que influenciou Gutenberg, com a criação da imprensa). O Tarot de Marselha possui traços inconfundíveis (que influenciaram outros artistas). As figuras eram entalhadas na madeira ao contrário e o artista se perdia, possuindo nomes, números, compondo um grupo de 78 Arcanos (clássicos) e tendo maior profusão de cores. Infelizmente, pela forte influência política francesa, o Tarô de Marselha perdeu sua estrutura original de cores e adquiriu na maior parte de seus detalhes, as cores da bandeira francesa.


Século XVIII
Por volta do ano de 1796, o alemão Alois (ou Aloys) Senefelder desenvolve uma técnica denominada litografia (ou litogravura). Essa técnica consistia numa impressão baseada no fenômeno físico-químico da repulsão entre a água e os materiais mais gordurosos, já que não podem se misturar. A imagem era desenhada em uma pedras (pedra litográfica) ou numa placa metálica (zinco, por exemplo). Para fazer esse desenho empregava-se uma substância oleosa. Depois de terminado, realizava-se fixação com ácido nítrico dissolvido em água-forte e goma arábica. O ácido nítrico abria os poros da pedra, permitindo que esta absorvesse a gordura, enquanto a goma arábica realizava a tarefa básica de fixação. Desse modo, obtinha-se uma superfície com algumas áreas cobertas por uma película que não dissolvia. A imagem fixada atraía a tinta oleosa e rpelia a água, motivo pelo qual, quando a pedra era umedecida com um esponja e se passava sobre ela um rolo impregnado de tinta oleosa de impressão, a tinta aderia no desenho e não no restante da pedra molhada. O processo era complexo e exigia equipe muito preparada para tal feito. Muitos baralhos comuns foram feitos a partir dessa técnica e somente alguns de Tarot. A impressão era normalmente o preto sobre o branco, mas com uma grande riqueza de detalhes. Por volta do século XVIII eram oferecidos cursos de litografia e a era da xilografia parecia que começava a terminar. Com o advento da imprensa, os rumos da arte do Tarot mudaram por completo. Para se Ter uma pequena idéia do salto que ocorreu, no século XV só havia 3 fabricantes oficiais de Tarot (Itália, Alemanha e Bélgica); no século XVI, 8 fabricantes (mais a França); no século XVII, 11 fabricantes e no século XVIII, o incrível número de 196 !!!! Um salto e tanto !


Século XIX
Por volta do século XIX, com um número total de 484 produtores de Tarot em toda a Europa, muitos baralhos surgiram confeccionados com uma grande riqueza de detalhes. Com a proliferação do veio ocultista do Tarot no século anterior, muitos baralhos surgiram com símbolos astrológicos, letras hebraicas, glifos mágicos, etc. Baralhos como Grimaud, Eteilla, Oswald Wirth, dentre outros já possuíam particularidades próprias de seus criadores. Com certeza a imprensa foi uma das grandes maravilhas do milênio!


Século XX
A ousadia dos artistas e seus criadores, levaram a uma grande gama de baralhos que são até hoje, fenômenos de venda. A explosão artística tomou fortes rumos no princípio do século XX, quando muitas ordens ocultistas influenciaram definitivamente o pensamento dos criadores e artistas. Por volta de 1920 é criado o Rider Tarot, idealizado por Arthur Edward. Esse Tarot trouxe um conceito artístico revolucionário: possui uma vasta ilustração em seus Arcanos Menores. As cores do Rider, trabalhadas pela inspiração da jamaicana Pamela Colman Smith, são vivas, alegres e os traços e desenhos, lembram a fase renascentista. Esse baralho é o segundo mais vendido hoje e um dos que mais influenciaram outros artistas ( o primeiro é o de Marselha).

Não podemos deixar de citar o Toth Tarot, de Aleister Crowley, que levou 5 anos (1938 a 1943) para ser concluído, artisticamente ilustrado pelas mão de Lady Frieda Harris. A arte tem ares surrealista, forte composição e combinação de cores, dando uma "sensação hipnótica", como relatam alguns.

Muitos Tarots criados ainda nesse século trazem a idealização e intensa corrente de pensamento de seus criadores. O material utilizado pelos artistas vai do bico de pena ao carvão, do lápis a hidrocor, da aquarela à tinta a óleo. O que importa é a sensibilidade envolvida !






terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feng Shui e os festejos de fim de ano

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  1. Em novembro, devemos começar a preparar a casa para o novo ano que se aproxima. E o preparo começa com a REMOÇÃO do que se tornou INÚTIL, está IMPERFEITO e provoca LEMBRANÇAS RUINS... Assim, deve-se selecionar o que desejamos manter na nossa casa: roupas, calçados, CDs, livros, bijuterias, objetos diversos, fotos, etc..
  2. É preciso mudar a "cara" da casa. Vários aspectos podem ser examinados: trocar quadros de lugar; renovar as fotos dos porta-retratos; modificar a arrumação dos móveis – exemplo: trocar uma poltrona de lugar; pintar paredes que necessitem disso ou escolher uma parede para ganhar uma nova cor. Uma ação muito importante: renovar as plantas do interior da casa, levar as atuais para a varanda ou o jardim, e decorar a sala com novas plantas. Se possível, pôr uma orquídea em algum ponto da sala. A orquídea é a flor mais positiva que existe.
  3. Utilizar elementos decorativos próprios das Festas. E fruteiras com maçãs, laranjas, tangerinas, uvas, caquis; pratos com frutas secas, como damasco, tâmaras, uvas-passas, etc. Tudo isso é símbolo de Prosperidade.
  4. No Natal, cuidar para que a noite seja de paz, alegre, com a família e amigos reunidos para celebrar o nascimento de Cristo. Porque este é o motivo dos festejos e, não, a distribuição de presentes.
  5. No Réveillon, muita alegria, mesa farta, casa totalmente ILUMINADA, portas e janelas ABERTAS, para que o ano de 2009 se despeça com festejos; e que o ano de 2010 tenha as boas-vindas como a Esperança pede.
  6. Mas, além dessas dicas para a casa, é FUNDAMENTAL que todos se preparem emocionalmente! Terminar o ano torcendo para 2010 chegar logo porque "2009 foi uma droga", porque "não consegui o que queria", porque "aconteceu isso ou aquilo", é terminar o ano de modo triste, negativo. E ninguém merece se sentir assim. Então, recomendo que todos façam um exercício positivo, para terminar 2009 com alegria, agradecendo as pequenas vitórias, as conquistas, os encontros e reencontros. O fato de estar vivo e com saúde é o suficiente para se festejar? E, quem sabe das coisas, vai agradecer até as crises, porque, com elas, cresceram e se transformaram.
  7. Como curiosidade, no dia primeiro de janeiro, não se pede nada emprestado nem se empresta. E não se toca em tesouras. Tudo para preservar a Prosperidade e evitar dificuldades durante o ano!

(recebido por e-mail)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal

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O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente em 25 de dezembro, que festeja o nascimento de Jesus. A data de Natal não é conhecida como o aniversário real de Jesus e pode ter sido inicialmente escolhida para corresponder com qualquer festival histórico Romano pagão, ou com o solstício de inverno.

Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios. Além disso, o Papai Noel é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.


Etmologia
A palavra 'natal' do português, 'nātālis' no latim, é derivada do verbo 'nāscor' (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De 'nātālis' do latim, evoluiram também 'natale' do italiano, 'noël' do francês, 'nadal' do catalão, 'natal' do castelhano, sendo que a palavra 'natal' do castelhano tem sido progressivamente substituída por 'navidad' como nome do dia religioso. Já a palavra 'Christmas' do inglês evoluíu de 'Christes maesse' ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo.

Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas neo-latinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 dC.


História
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 dC. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno. Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício de inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.

Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.

Há muito tempo se sabe que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no século XVII essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

o ponto de vista da Bíblia
A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.

O evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos consideram que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica. Diga-se de passagem que visto que Jesus viveu trinta e três anos e meio e morreu entre 22 de março e 25 de abril, ele não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.

anúncio do anjo Gabriel e nascimento de Jesus
O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", considerando que este morreu em 4 aC, então Jesus só pode ter nascido em 6 aC. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus").

Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registrar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.

Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".
A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogênito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto (Lucas 2:4-8). Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em março e recolhiam nos princípios de novembro.

A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende". Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se também a alguns Evangelhos Apócrifos.

a estrela de Belém
Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objeto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém é alvo de discussão entre os biblistas.

visita dos magos
Os "magos", em gr. magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do século III terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68:29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes." Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilônia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irão). São Justino, século II, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canônicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.

Outro fator muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilônia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenômenos celestes que ocorriam.


Símbolos e tradições do Natal
árvore de Natal
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indica a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas fincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.

presépio
As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Origem: Wikipédia

domingo, 13 de dezembro de 2009

Cactos

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A palavra cactus vem do grego Κακτος kaktos, empregada antigamente para designar uma espécie de cardo espinhoso, e foi escolhida como nome genérico Cactus, por Linnaeus em 1753, hoje rejeitado em favor de Mammillaria.

Os cactos são plantas espinhentas que crescem tanto como árvores, arbustos ou forrações. A maioria diretamente sobre o solo, mas há grande quantidade de espécies epífitas(*). Praticamente todos cactos contém uma seiva amarga, algumas vezes leitosa, em seu interior.

Folhas
Em muitas espécies, as folhas são grandemente ou inteiramente reduzidas, modificadas em espinhos, reunidos em um ponto saliente ou deprimido, que constitui a aréola, de onde se originam ramos, folhas, flores, etc..

Flores
As flores, em regra radialmente simétricas e hermafroditas, solitárias ou em inflorescências multifloras, são grandes e abrem tanto durante o dia como à noite, dependendo da espécie. Seu formato varia de tubular, campanulada ou plana, medindo de 2 mm a 30 cm. A maioria apresenta sépalas numerosas, de cinco a cinquenta, com formas variáveis do exterior para o interior da flor, mudando de brácteas para pétalas.

Fruto
Tipo baga ou cápsula carnosa com até três mil sementes de testa membranácea ou óssea que medem entre 0,4 e 12 mm de comprimento.

A expectativa de vida de um cacto raramente é superior a 300 anos, e há cactos que vivem somente 25 anos, os quais já florescem com dois anos. O Saguaro, Carnegiea gigantea, cresce até a altura de 15 m, sendo que o recorde é de 17,67 m, mas em seus dez primeiros anos cresce somente 10 cm. O Echinocactus grusonii, das Ilhas Canárias, alcança a altura de 2.5 m e diâmetro de 1 m, e já é capaz de florescer com seis anos.

Os cactos são originários quase exclusivamente do mundo novo. Isto significa que são nativas somente das Américas, e Caribe. Há entretanto uma exceção, a Rhipsalis baccifera, esta espécie ocorre também na África tropical, Madagascar e Sri Lanka além da América tropical. Esta planta é considerada um colono relativamente recente no Velho Mundo, apenas há poucos milhares de anos, provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros migratórios. Muitos outros cactos tornaram-se naturalizados em ambientes apropriados em partes do mundo após sua introdução pelo homem. O vale de Tehuacán no México tem uma das ocorrências de cactos mais ricas no mundo.

Acredita-se que os cactos devem ter evoluído nos últimos 30 a 40 milhões de anos. Há muito tempo, as Américas estiveram unidas aos outros continentes, mas separaram-se devido ao movimendo das placas tectônicas. A espécie original do novo mundo deve ter-se desenvolvido após a separação dos continentes. Distância significativa entre os continentes somente ocorreu em torno dos últimos 50 milhões de anos. Isto pode explicar porque os cactos são tão raros na África. Quando os cactos evoluíram os continentes já se tinham separado. Muitas suculentas dos velho e novo mundos apresentam uma semelhança impressionante com os cactos e são frequentemente referidos como "cactos" pela população. Isto é, entretanto, devido à evolução paralela; nenhuma delas é proximamente relacionada às Cactaceae.

O gênero Opuntia, popularmente conhecido no Brasil como figo da Índia ou Palma brava foi introduzido na Austrália no século XIX para ser utilizada como cerca-viva e hospedeira de cochonilhas para produção de corantes, mas rapidamente espalhou-se pela natureza. Esta espécie invasiva não é comestível pelos herbívoros locais e tornou improdutivos 40.000 km² de terras férteis.











Origem: Wikipédia ; imagens de e-mail ; Dicionário Michaelis


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(*)epífita
e.pí.fi.ta
adj (epi+fito2) Bot Qualificativo do vegetal que nasce sobre outro, sem dele tirar a sua alimentação. sm 1.Esse vegetal. 2.Ectoparasito vegetal sobre um corpo humano ou animal.
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Seduzir um leonino

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Leão (22 julho a 22 agosto)
por Eunice Ferrari





Como seduzir uma pessoa de Leão
Se você quer conquistar uma pessoa de Leão, coloque o amor acima de qualquer coisa, nunca o banalize. Leão gosta do amor arrojado, dramático, possuído de grandes paixões. Quanto mais exuberância e teatralidade, mais fácil será para conquistá-lo. É claro que nada do tipo vulgar, afinal você está lidando com "sua majestade". Nunca tente ofuscar seu brilho, você se daria mal. Ele precisa sentir-se o personagem principal da peça. Em relação ao amor, prefere o papel de amante apaixonado e ele deve ser o mais apaixonado de todos os amantes. Não vive bem sem romance, sem um papel para representar. E quanto mais dramática a história, mais confortável essa criatura se sente.


A personalidade
Leão é um signo de fogo, regido pelo Sol. Imagine um leão, com sua juba dourada, sua altivez inconfundível, sua auto confiança e luz própria, como o próprio sol caminhando elegantemente sobre a relva. Essa imagem representa o leão típico. Ele é realmente o rei das selvas, pelo menos é assim que se sente. Adoram o aplauso das multidões e fazem tudo para recebê-los. Não ouse fingir que não percebeu sua majestade, ele não aguentaria esse terrível desprezo. A grande maioria dos leoninos é confiante, altivo, egocêntrico, criativo, e pronto para se tornar um ser especial e quase mitológico.

São românticos, idealistas e leais por natureza. Frustram-se constantemente com a mesquinhez, com a maldade e deslealdade dos seres humanos comuns. A honra, o código de ética e a lealdade são indiscutivelmente características desse nosso altivo rei da floresta. Leão precisa de arrebatamento, de impacto, de originalidade e exuberância, de otimismo, alegria e heroísmo para sentir que a vida vale a pena. Caso contrário você vai se deparar com uma criatura de olhar triste, impotente e desolada.

Uma pequena dose de exibicionismo também cai muito bem de vez em quando. As pequenas tarefas do dia a dia não são o seu forte, esses detalhes, ele prefere deixar para seus subalternos. Leão adora tudo o que é bom, de boa qualidade, coisas bonitas e luxuosas. Não é conhecido por sua discrição, e quando sua conta bancária não condiz com suas necessidades, nosso amigo leonino começa a mostrar que os limites não são fáceis de suportar. Toda pessoa de leão é otimista, alegre, intuitiva e precisa sentir-se acima do bem e do mal. Quando sente que é um ser mortal como todos os outros, sua vida pode tornar-se um verdadeiro inferno.

As situações corriqueiras da vida como o pagamento de contas, supermercado ou levar os filhos ao dentista, ele prefere deixar para seus amigos capricornianos e virginianos. Essas tarefas não são para eles. O que eles querem é que você estenda um tapete para passarem, e depois que passarem, você cuida de arrumar tudo o que ficou para trás. Leão é carismático, charmoso e possui uma personalidade forte e decisiva. Mas todos, sem exceção não gostam de compartilhar com ninguém sua glória e aplausos. Sua maior característica é o amor. Sabem amar como ninguém, afinal o coração é regido por esse honroso signo de fogo.

Origem: vidaeestilo.terra.com.br

sábado, 12 de dezembro de 2009

Arte Brasileira – Antonio Henrique Amaral

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Ao longo de 3 décadas, Antonio Henrique criou aproximadamente meia centena de símbolos e signos. Em permanente rotação, esses símbolos e signos ganham novos significados em função do encandeamento de fases e épocas de sua pintura e do relacionamento de sua obra com a realidade do país, do continente e do mundo.

Melância

Um dos grandes pintores vivos da América Latina, transita com absoluta naturalidade e competência na atmosfera cultural. Ele absorve em sua pintura várias das características da melhor arte continental, mas sem perder sua individualidade, que é forte e original. Artista resistente, não se submeteu nunca aos modismos internacionais ou aos modelos e pautas euro-norte-americanos, mesmo quando residiu fora do Brasil. Do hiper-realismo, por exemplo, aproveitou apenas a metodologia de trabalho, tendo a fotografia como base, mas manteve o tom colérico, ainda que numa linguagem cool. Criou uma iconografia própria, inconfundível, crítica e resistente, através da qual expressa uma realidade brasileira e latino-americana. Tem abordado questões regionais, mas de impacto internacional e validade universal, como o assassinato político, o desmatamento da Amazônia, a poluição industrial.
E ao mergulhar nas contradições de nossa realidade, traz à tona o que há nela de ambíguo, de insólito e de fantástico, essa mescla excitante de barroquismos e sensualidades, de loucura e criatividade, de tropicalidades e delicadezas.


cordas e bananas


Ao captar e expressar essa "morfologias explosivas flutuanttes", esse mundo embrionário, enfim, esse espaço modificante e instável, ele está criando, juntamente com outros grandes pintores da região, uma metáfora da própria realidade do continente. É o que afirmo em meu livro Artes Plásticas na América Latina: do transe ao transitório (1979), ao localizar na pintura de Xul Solar, Matta, Wilfredo Lam, Tarsila, Tamayo e Amaral, entre outros, um espaço que se modifica a cada instante, um espaço caracterizado por indefinições, que explode silenciosamente no interior da tela, os estilhaços flutuando, indecisos entre permanecer levitando ou romper os limites virtuais do quadro. Um espaço no qual não sabemos se devemos mergulhar ou alçar vôo, um espaço, enfim, que tem muito a ver com a própria realidade mental e cultural da América Latina, incapaz de vôos mais altos ( sair do subdesenvolvimento) e fincar os pés na terra (pois, carece de planos, projetos e teorias). «Frederico Morais»
















































Fonte: do livro 'BRASILIANart Book'

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Revelações...

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Nas lembranças de cada homem há coisas que ele não revelará para todos, mas apenas para seus amigos. Há outras coisas que ele não revelará nem mesmo para seus amigos, mas apenas para si próprio, e ainda somente com a promessa de manter segredo. Finalmente, há algumas coisas que um homem teme revelar até para si mesmo, e qualquer homem honesto acumula um número bem considerável de tais coisas. Quer dizer, quanto mais respeitável é um homem, mais dessas coisas ele tem.

Dostoievski - 1864

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Autobronzeamento

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Com as câmaras de bronzeamento artificial proibidas no Brasil, porque aumentam o risco de câncer de pele, restou a opção dos autobronzeadores.

No passado as fórmulas tinham efeito artificial (deixavam a pele alaranjada e às vezes manchada). Os novos produtos têm tonalidade dourada, embora ainda esteja longe da cor natural conseguida pelo bronzeado do sol. Eles não fazem feio e ainda evitam a exposição aos raios ultravioletas. Em forma de gel, creme, musse, spray ou lenço, podem ser aplicados em casa. Nas clínicas, há opção dos jatos de tinta saídos de uma pistola de ar comprimido.

O efeito do bronzeado é possível graças à ação da diidroxiacetona (DHA), uma molécula parecida com o açúcar que reage com a queratina e dá à pele uma pigmentação marrom. É consenso entre os dermatologistas que esses produtos são seguros. Alguns chegam a ser recomendados, para quem tem vitiligo.


A Revista Veja fez uma pesquisas com alguns dermatologistas. As avaliações referem-se a uma única aplicação
BRONZEAMENTO A JATO: feito em clínicas,a técnica usa o mesmo princípio ativo dos autobronzeadores, a DHA. O produto é borrifado sobre a pele com uma pistola de ar comprimido. O bronzeado aparece imediatamente, mas a cor definitiva surge depois de 2 ou 3 dias. A cor dura de 7 a 10 dias. Além do efeito ser mais duradouro, permite uma aplicação uniforme. As sessões são mais caras. Os preços variam de 80 a 120 reais.

GEL: é indicado para quem já tem familiaridade com autobronzeadores. A rápida absorção e secagem podem resultar em falhas e deixar a pele manchada. O bronzeamento aparece em 4 h. A cor dura de 3 a 4 dias em média. A aplicação em forma de gel é ideal para quem tem pele oleosa ou com acne, mas há o risco de o produto deixar a pele desidratada. Como o DHA por si só já resseca um pouco a pele, de preferência use produtos sem álcool e com algum tipo de hidratante na fórmula.

MUSSE: geralmente contém ingredientes que hidratam mais do que o gel e o spray. Como a musse forma uma espuma que rapidamente se desfaz, muitas vezes não se tem certeza das áreas onde ela já foi aplicada. O bronzeamento aparece em 4 h. Dura de 3 a 4 dias em média. Uma das vantagens do musse é o fato de não deixar a pele seca nem oleosa. Mas é um dos produtos de mais difícil aplicação.

LENÇO: indicado para o rosto e o colo. O bronzeamento aparece em uma hora. Dura em média 3 dias. Fácil de aplicar, é ótimo para uma situação de "emergência", como uma festa, já que o efeito aparece mais rapidamente. Em geral não é oleoso e pode ser usado em pele com acne.

SPRAY: é absorvido rapidamente, fica difícil visualizar a sua aplicação na pele. Também não dispensa o uso das mãos ao ser espalhado pelo corpo. O bronzeamento aparecem em 4 h. Em média a cor dura 3 a 4 dias. Quando bem aplicado, deixa um bronzeado natural. São recomendados para peles oleosas ou com acne e contraindicados para peles secas.

LOÇÃO CREMOSA: com textura leve, é fácil de espalhar, permite uma aplicação rápida e homogênea. O bronzeado aparece em 4 h. A cor dura de 3 a 4 dias em média. Indicada para peles secas, não deve ser usada por quem tem acne em regiões como o rosto, colo e parte superior das costas. Como o produto acaba sendo mais absorvido em áreas ressecadas, deve-se tomar cuidado com joelhos e cotovelos. É bom aplicar sempre o produto com luvas, para não acumular entre os dedos.


– Como usar:
  1. Não convém abusar dos autobronzeadores, pois o efeito é cumulativo, a cor pode fugir ao controle e ganhar tal tonalidade cenoura.
  2. Esperar cerca de 15 min antes de se vestir, pois cremes, géis, espumas e sprays mancham a roupa.
  3. Na véspera da aplicação, esfolie a pele para eliminar as células mortas da superfície e garantir a uniformidade do bronzeado.
  4. Para não tingir as palmas das mãos, aplique o produto na pele seca e de maneira uniforme com luvas de silicone.
  5. Passe uma camada mais leve em áreas ásperas como cotovelos, joelhos, pés e tornozelos, onde há mais concentração de queratina.
  6. Passe o autobronzeador até o início da planta do pé, para obter um efeito mais natural.
  7. Evitar praticar atividades físicas que causem transpiração nas primeiras 8 h após a aplicação
  8. Para manter o bronzeado por mais tempo, evite banhos quentes, prolongados e de banheira e passe longe das saunas.


– Nutrientes que protegem e bronzeiam:
  • PROTEGEM: vitaminas C e E – reduzem os danos ao DNA das células causados pelos raios ultravioletas. Encontrados nas frutas cítricas como a laranja, limão, acerola, caju, goiaba,kiwi e vegetais com folhas verde-escuras são ricos em vitamina C. A E é abundante em nozes, amêndoas, avelãs, semente de girassol, azeite de oliva e outros óleos vegetais.

  • BRONZEIAM: betacaroteno e licopeno – estimulam a produção de melanina. Encontrado na cenoura, mamão, abóbora e outros legumes e frutas de cor amarelo-alaranjada são ricos em betacaroteno. O tomate, principalmente quando usado como base para molhos, é ótima fonte de licopeno.


Origem: Revista Veja ano 42 - edição 2142 - nº49 - 9 dez 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Violência...

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Para boa parte de quem estuda psicologia das sociedades, a violência imposta a Geisy (menina atacada na Uniban por estar de vestido muito curto), não só faz parte da natureza humana como nem precisa de grandes estímulos para dar as caras. Basta não haver uma pressão contra a violência, que ela surge.

A ciência começou a levar isso a sério com os experimentos do psicólogo americano Philip Zimbardo. Em 1968 ele transformou os porões de Departamento de Psicologia da Universidade Stanford num presídio simulado. Chamou 18 estudantes em troca de um pagamento de U$ 75 em valores atuais, pediu para que eles ficassem 2 semanas. Metade faria o papel de guardas e os outros o de prisioneiros, com a obrigação de obedecer a todas as ordens dos policiais, sob pena de serem banidos do experimento e deixar de ganhar o dinheiro. Logo, os guardas se aproveitaram dessa posição superior. Passaram a se comportar como sádicos – gritos nas orelhas dos prisioneiros, borrifando extintores de incêndio na cara deles, obrigando-os a lavar privadas com as mãos. Os prisioneiros começaram a surtar. Zimbardo teve que interromper o experimento uma semana antes do previsto. Para o psicólogo, se os estudantes estivessem em situações opostas, quem assumisse o papel de guarda se comportaria do mesmo jeito. O que explicava o sadismo , era o ambiente. Um ambiente que trazia 3 condições básicas que levam ao mal. E que estavam presentes na Uniban também:

1. Desumanização da vítima – em Stanford, os prisioneiros não tinham nome, só números. Os guardas não os viam como gente, mas como coisas.

2. Justificativa moral – quando agredir alguém parece a atitude correta, nem faz sentido ser bonzinho. Exemplo: George W. Bush usou o termo "guerra contra o terror" para que a invasão ao Iraque parecesse justa.

3. Efeito manada – se todo mundo pular pela janela, você pula. Se todo mundo jogar pedra na Geni é a mesma coisa.

Se o ambiente for uma terra sem lei, isso acontece mais ainda. É o caso das escolas. Muitas crianças são hostilizadas durante anos pelos colegas sem que os professores façam nada.
Com pessoas tendo filhos mais tarde e demorando mais para sair da casa dos pais, a vida adulta propriamente dita demora cada vez mais para começar. Para o bem e para o mal.



Fonte: Revista Super Interessante - dez de 2009 - nº 272.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Superstição

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Se produz clones e se pretende ir à Marte, mas se evita gatos pretos e se bate na madeira....

Darwin explica: supersticiosos foram favorecidos pela seleção natural. Mitos e rituais não funcionam. Acontece que os precavidos, entre os quais se encontram os supersticiosos, geram mais descendentes. É a conclusão de um estudo das Universidades Harvard e de Helsinque, que combinou comportamento e modelos matemáticos.

Na verdade ninguém está imune. "Todos podemos nos inclinar ao sobrenatural, dependendo das circunstâncias", diz Bruce Hood da Universidade de Bristol. "Há poucos ateus num avião que está enfrentando uma turbulência acima de 30.000 pés".


Origem de algumas superstições e simpatias:

Gato preto – na Idade Média, acreditava-se que os gatos eram bruxas disfarçadas. Por isso a tradição diz que cruzar com gato preto é azar na certa.





Número 13 – está na Bíblia, Última Ceia havia 13 à mesa, Jesus e 12 apóstolos. E como Cristo foi para cruz numa sexta feira, quando é dia 13, é azar em dobro.







Passar embaixo de escada – não precisa ser invasor de um castelo para concordar que passar embaixo de uma é geralmente má ideia.











Figa – o polegar entre os dedos representa o órgão masculino penetrando o feminino. De símbolo de fertilidade, passou a ser usada contra mau olhado.










Bater na madeira – para os celtas, as árvores eram morada dos deuses. Logo, seus sacerdotes batiam nelas para afugentar maus espíritos.





Pé de coelho – nos duros invernos medievais, era hábito dos camponeses ter coelhos para se esquentar. Do calor veio a associação com sorte.





Origem: Revista Super Interessante - dez 2009 - edição 272

O Original de Laura

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Exilado com a família, filho de um pintor russo, Adam Lind era um fotógrafo homossexual de sucesso em Nova York, casado com uma bailarina. A história de Adam, secundária, ilustra os vários aspectos que a obra "O Original de Laura" – o manuscrito inacabado do escritor russo Vladimir Nabokov revelou ao mundo no mês passado. O autor antes de morrer pediu para sua esposa, Vera, que destruísse o manuscrito.

Aparecem infinidades de personagens e circunstâncias sem as quais não se pode compreender a verdadeira dimensão da obra que acaba de vir à luz depois de 32 anos em cofre na Suíça. Como ele mesmo dizia que a vida é "um intricado jogo de encantamento e decepção". Nesse sentido o Original de Laura pode ser considerado a obra-prima de uma vida – ainda que de maneira involuntária.

Escrito a lápis em 138 fichas em 1977, quando o autor se tratava de uma infecção na Suíça. Mais trabalhados estão os 5 primeiros capítulos, que detêm-se em Flora – uma adúltera que acaba sendo personagem de uma roman à clef chamado de Minha Laura, escrito por um de seus amantes. Em seguida vem 2 capítulos provisórios. Depois anotações mais fragmentadas (algumas rascunhos das primeiras fichas): Intervalo Médico e Último Capítulo. Nesse ponto muda o foco para o marido gordo de Flora. No total essas várias situações não preencheria 30 paginas de um livro.

Depois de sua internação a obra começava a nascer. Ao responder a uma enquete sobre os melhores livros do ano, o escritor listou uma obra sobre borboletas, o Inferno de Dante e um certo Original de Laura. E assim esclarece:

  • "É um romance concluído em minha mente, que devo ter repassado umas 50 vezes, e que continuei lendo em voz alta para um público pequeno no sonho de um jardim murado. Minha audiência consistia de pavões, pombos, meus pais há muito mortos, dois ciprestes, várias jovens enfermeiras agachadas ao meu redor e um médico de família tão velho que chegava a ser invisível. Talvez por causa dos meus tropeços e acessos de tosse a história de minha pobre Laura teve menos sucesso entre os meus ouvintes do que terá, assim espero, com os resenhistas inteligentes, quando devidamente publicada".
Revela que está seriamente doente e morre 6 meses depois em 2 de julho de 1977, de bronquite.

Com a morte de Vera em 1991, esposa do autor, seu filho Dimitri ficou com o destino do manuscrito em suas mãos. Tradutor da obra do pai, cantor profissional de ópera, protótipo de playboy na juventude, ganhando na imprensa italiana o apelido de "Lolito". Durante anos, Dimitri deu a impressão de que nunca revelaria o manuscrito. Mas também não dizia o que faria, mas ficou cada vez mais provocador. Mas seu estado de saúde foi piorando, os custos médicos, complicados com a idade avançada aumentando. A essa altura sinopses de O Original de Laura começaram a vazar. No início de 2008, Dimitri dizia estar "próximo de uma decisão". E Em fevereiro usando seu histórico de visões sobrenaturais, disse que seu pai apareceu em sonho e teria dito: "Você está empacado na mesma confusão de sempre. Vá em frente e publique."

Por uma quantia não revelada fechou-se o contrato com as editoras Alfred A. Knopf, nos EUA e Penguin, na Inglaterra (na edição brasileira, lançada pela Alfaguara). Inquirido sobre seus eventuais interesses monetários, Dimitri ironiza: "É verdade que minha cadeira de rodas precisa de certas modificações para caber no porta-malas da minha Maserati". Dimitri usava uma cadeira de rodas, depois de um acidente em 1980 que sofreu de carro.

Aos 75 anos, Dimitri tem dinheiro para comprar muito mais que um apartamento em Paris. Nabokov não podia imaginar a grandeza que a vida, com seus "encantamentos e decepções", podia emprestar ao O Original de Laura.

O Original de Laura escrito no final da vida por Vladimir Nabokov, é pouco mais que um rascunho. Mas a história do manuscrito – que envolve morte, dinheiro e até fantasmas – é tipicamente nabokoviana.

Origem : Revista Bravo! - dezembro de 2009 - ano 11 nº 148.



O Livro




O Original de Laura de Vladimir Nabokov.
Tradução de José Siqueira.
Editora Alfaguara – 304 páginas – R$ 59,90.

A decisão de publicar as fichas catalográficas foi tomada, e o texto final de Nabokov, preservado. O livro é uma narrativa fragmentada, em que as fichas escritas a mão vão compondo uma história de amor e traição.



Tabela da Copa do Mundo 2010

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Fonte: globoesporte.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mapas antigos

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Mapa Mundi


Mapa Polar


Mapa da Europa


Mapa da Ásia


Mapa das Américas


Mapa das Américas


Mapa da África

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O Símbolo Perdido

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de Dan Brown
Editora Sextante Ficção – romance
500 páginas

Robert Langdon está de volta com seus profundos conhecimentos de simbologia e sua brilhante habilidade para solucionar problemas. O célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon – eminente maçom e filantropo – a dar uma palestra no Capitólio dos EUA. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido, e ao que tudo indica, correndo grande perigo. Mal'akh o sequestrador, acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrasse. E está convencido de que Langdon é a única pessoa que pode localizá-lo. Nas mãos de Dan Brown, Washington se revela tão fascinante quanto o Vaticano ou Paris. Em 'O Símbolo Perdido', ele desperta o interesse dos leitores por temas tão variados como ciência noética, teoria das supercordas e grandes obras de arte, desafiando-os a abrir a mente para novos conhecimentos.

domingo, 29 de novembro de 2009

Casarão Rosa

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O Palacete Rosa, construído pela família Jafet, resurge restaurado pelo psicólogo e médium Luiz Gasparetto


Na Rua Bom Pastor, no Ipiranga. O casarão é de inspiração mourisca, construído em 1927 pela tradicional família árabe Jafet. Impecável depois de um processo de restauro de quase 3 anos, o Palacete Rosa, como é conhecido - com seu charmoso minarete e janelas sempre fechadas - atiça a imaginação. De portão alto, escadaria de mármore o palácio urbano tombado como patrimônio da cidade. Todo o luxo que Munira e David Jafet, os primeiros proprietários, fizeram questão de instalar na mansão ainda está lá, assim como os recursos mais modernos, entre eles, um spa com ofurô, uma cozinha sofisticada e um belo home theater.

O interior do palacete é quase todo recoberto por afrescos e arabescos e tudo foi tombado, essa revitalização só poderia passar pela única parede despida desses atributos, nos fundos da residência. Foi assim que a casa, de 1 mil m2 de área construída em terreno de 1,2 mil m², ganhou aquecimento a gás e renovação das redes elétrica e hidráulica.

No térreo, o hall principal rouba a cena. São 5 metros do chão até a claraboia de vitrais coloridos que arremata o que é o coração do Palacete Rosa. O brilho do piso de granilite com peças de madrepérola incrustadas é apenas o aperitivo de um espaço requintado que reproduz o interior de uma mesquita, com seus arcos e paredes revestidas de alto a baixo de relevos em um rendilhado delicado. Na parte superior, que dá acesso aos quartos, um imenso tromp l’oeil reproduz a paisagem de uma cidade do oriente - segundo o proprietário, Bagdá.

Os cuidados com o restauro se estenderam aos vitrais da sala de jantar, de outra saleta do térreo e da escada, confeccionados pela tradicional Casa Conrado, a mesma responsável pelos painéis do Mercado Municipal e do Palácio das Indústrias, que já foi sede da Prefeitura de São Paulo, entre outros. Ainda receberam cuidado especial os afrescos assinados por Ernesto Frioli, autor também de pinturas do Teatro Municipal. O teto das salas de jantar e de música, estavam caindo e tiveram de ser suspensos lentamente com a ajuda de tirantes, em um processo que levou pelo menos seis meses.

A cozinha rústica, que em algum momento teve um fogão à lenha, porque na reforma foi encontrada uma chaminé, ganhou ladrilhos hidráulicos feitos sob encomenda. Um moderníssimo refrigerador Sub-Zero Side by Side (preço sob consulta na Iesa), os cooktops e o módulo barbecue da marca Smeg são outros confortos que o proprietário, cozinheiro de mão cheia nas horas vagas, fez questão de ter. Mais uma exigência foi a pia com tampo e as duas cubas de mármore verde Guatemala, instalada em uma ilha no centro do cômodo.

O mármore, dessa vez Amarillo Indalo, compôs com as pastilhas sextavadas outro cenário que une passado e presente, no banheiro do andar superior, que já conta com aquecimento a gás. A pedra, em outro tom, também está nos detalhes das torneiras douradas produzidas na Argentina.

O lustre veio de um antiquário do Rio de Janeiro, assim como os puxadores do móvel do home theater. Já a cama com dossel do quarto do proprietário no primeiro andar, apesar de parecer centenária, foi feita recentemente sob encomenda.


SPA no porão
Uma das maiores transformações ocorreu no antigo porão sem conforto, onde freiras ursulinas de rito oriental, que ocuparam o imóvel antes de Gasparetto, costumavam dormir. Durante décadas, elas mantiveram no local o Instituto Santa Olga - um abrigo para filhas de refugiados russos. As meninas ocupavam os dormitórios no primeiro andar, enquanto as religiosas repousavam no subsolo.

Mas pode esquecer a ideia de porão claustrofóbico e úmido. O do palacete tem 340 m², um bom pé-direito e, na reforma, ganhou melhor ventilação e bonitos ladrilhos hidráulicos para montar um dos espaços preferidos da casa, uma mistura de spa e residência de verão. Há academia, sauna e ducha.

No subsolo funciona ainda um estúdio, onde o proprietário faz seus projetos de decoração, trabalha no tear e guarda sua coleção de mais de 1.300 filmes antigos. Ele tem também um quarto perfeito para os dias mais quentes (o dormitório "oficial", com direito a cama com dossel fica no primeiro andar). As paredes muito grossas e a posição garantem um ambiente mais fresco. Como a casa é tombada não foi possível instalar um sistema de ar-condicionado no cômodo.

À prova do tempo
O Palacete Rosa foi cinza no tempo em que era ocupado pelas freiras. "Levamos meses para chegar à cor original", conta Gasparetto, que sonhava desde pequeno em ser dono do que sempre chama de casarão. Mas já não foi possível usar a mesma argamassa rosada da época da construção do imóvel.

Todo o lado externo do casarão, assim como os muros, receberam uma textura no tom certo e ainda um tipo de verniz que impermeabilizou o revestimento, para evitar problemas com infiltrações. Os muros também receberam um tratamento contra pichações, preocupação que certamente a família Jafet não tinha nos anos 20.













Origem: www.estadao.com.br
 
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