domingo, 13 de dezembro de 2009

Cactos

A palavra cactus vem do grego Κακτος kaktos, empregada antigamente para designar uma espécie de cardo espinhoso, e foi escolhida como nome genérico Cactus, por Linnaeus em 1753, hoje rejeitado em favor de Mammillaria.

Os cactos são plantas espinhentas que crescem tanto como árvores, arbustos ou forrações. A maioria diretamente sobre o solo, mas há grande quantidade de espécies epífitas(*). Praticamente todos cactos contém uma seiva amarga, algumas vezes leitosa, em seu interior.

Folhas
Em muitas espécies, as folhas são grandemente ou inteiramente reduzidas, modificadas em espinhos, reunidos em um ponto saliente ou deprimido, que constitui a aréola, de onde se originam ramos, folhas, flores, etc..

Flores
As flores, em regra radialmente simétricas e hermafroditas, solitárias ou em inflorescências multifloras, são grandes e abrem tanto durante o dia como à noite, dependendo da espécie. Seu formato varia de tubular, campanulada ou plana, medindo de 2 mm a 30 cm. A maioria apresenta sépalas numerosas, de cinco a cinquenta, com formas variáveis do exterior para o interior da flor, mudando de brácteas para pétalas.

Fruto
Tipo baga ou cápsula carnosa com até três mil sementes de testa membranácea ou óssea que medem entre 0,4 e 12 mm de comprimento.

A expectativa de vida de um cacto raramente é superior a 300 anos, e há cactos que vivem somente 25 anos, os quais já florescem com dois anos. O Saguaro, Carnegiea gigantea, cresce até a altura de 15 m, sendo que o recorde é de 17,67 m, mas em seus dez primeiros anos cresce somente 10 cm. O Echinocactus grusonii, das Ilhas Canárias, alcança a altura de 2.5 m e diâmetro de 1 m, e já é capaz de florescer com seis anos.

Os cactos são originários quase exclusivamente do mundo novo. Isto significa que são nativas somente das Américas, e Caribe. Há entretanto uma exceção, a Rhipsalis baccifera, esta espécie ocorre também na África tropical, Madagascar e Sri Lanka além da América tropical. Esta planta é considerada um colono relativamente recente no Velho Mundo, apenas há poucos milhares de anos, provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros migratórios. Muitos outros cactos tornaram-se naturalizados em ambientes apropriados em partes do mundo após sua introdução pelo homem. O vale de Tehuacán no México tem uma das ocorrências de cactos mais ricas no mundo.

Acredita-se que os cactos devem ter evoluído nos últimos 30 a 40 milhões de anos. Há muito tempo, as Américas estiveram unidas aos outros continentes, mas separaram-se devido ao movimendo das placas tectônicas. A espécie original do novo mundo deve ter-se desenvolvido após a separação dos continentes. Distância significativa entre os continentes somente ocorreu em torno dos últimos 50 milhões de anos. Isto pode explicar porque os cactos são tão raros na África. Quando os cactos evoluíram os continentes já se tinham separado. Muitas suculentas dos velho e novo mundos apresentam uma semelhança impressionante com os cactos e são frequentemente referidos como "cactos" pela população. Isto é, entretanto, devido à evolução paralela; nenhuma delas é proximamente relacionada às Cactaceae.

O gênero Opuntia, popularmente conhecido no Brasil como figo da Índia ou Palma brava foi introduzido na Austrália no século XIX para ser utilizada como cerca-viva e hospedeira de cochonilhas para produção de corantes, mas rapidamente espalhou-se pela natureza. Esta espécie invasiva não é comestível pelos herbívoros locais e tornou improdutivos 40.000 km² de terras férteis.











Origem: Wikipédia ; imagens de e-mail ; Dicionário Michaelis


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(*)epífita
e.pí.fi.ta
adj (epi+fito2) Bot Qualificativo do vegetal que nasce sobre outro, sem dele tirar a sua alimentação. sm 1.Esse vegetal. 2.Ectoparasito vegetal sobre um corpo humano ou animal.
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