quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Romênia-um produto latino desconhecido pelos brasileiros

A Roménia (português europeu) ou Romênia (português brasileiro) (em romeno: România) é um país da Europa Oriental, situada no Sul-Este da Europa Central, no norte da Península dos Balcâs, na bacia inferior do Danúbio, com saída para o Mar Negro, limitado a norte e a leste pela Ucrânia, a leste pela República da Moldávia e pelo mar Negro, a sul pela Bulgária e a oeste pela Sérvia e pela Hungria. A sua capital, e também maior metrópole, é a cidade de Bucareste.
A Romênia faz parte da União Européia desde 1º de janeiro de 2007. Seu território é o nono mais extenso da UE, e sua população a sétima maior. Também é membro da OTAN desde 29 de março de 2007. Além disso, compõe a União Latina, a Francofonia e a OSCE.

O nome Roménia vem de Roma ou do Império Romano (Oriental) e enfatiza as origens do país como província do Império Romano. Na Antiguidade Tardia, o Império Romano era frequentemente chamado de Romania em latim. Alguns historiadores afirmam que o Império Bizantino medieval deveria ser chamado propriamente de Romania, mas isso não foi aceito. O nome "Romania" também é usado para o grupo de terras europeias onde apareceram as línguas românicas.

Reino da Romênia
O título de Rei dos Romenos (em romeno, Regele Românilor), e não "Rei da Romênia" (em romeno, Regele României) era o título oficial do monarca da Romênia entre 1881 e 1947, quando foi proclamada a república no país.
A Romênia adquiriu sua independência em 1859, com a unificação da Valáquia e da Moldávia, então duas suseranias (estados) vassalas ao Império Otomano. Entre 1862 e 1881, o país era chamado de Principado da Romênia, e os soberanos usavam o título de príncipe (em romeno, Domnitor). O primeiro príncipe foi Alexandre João Cuza (em romeno,Alexandru Ioan Cuza), que acabou deposto pelos próprios romenos (por votação no parlamento) em 1866. O parlamento então convidou um príncipe alemão da dinastia Hohenzollern para ocupar o trono: Karl von Hohenzollern-Sigmaringen, que se tornou o Rei Carlos I (em romeno, Carol I).
Com o reconhecimento da independência do país do Império Otomano em 1878 no Congresso de Berlim, o Principado tornou-se um Reino e, em 1881, o príncipe adotou o título de Rei Carlos I da Romênia.

Lista dos monarcas da Romênia
Príncipes (Domnitor) da Romênia
Alexandre João Cuza - (1859-1866)
Carlos I (1866-1881)
Reis (rege) da Romênia
Carlos I (1881-1914)
Fernando (1914-1927)
Miguel (1927-1930) (sob regência)
Carlos II (1930-1940)
Miguel (1940-1947)


Superfície do país:  238.391 km2, ocupando o 13º. lugar na Europa..
O mapa da Romênia é bem semelhante ao mapa do Estado do Paraná.
Distribuição do relevo é muito harmoniosa: 31% montanhas, 36% colinas, 33% campos.
População: 21.680.976 habitantes, com uma densidade de 95,7 habitantes/km2, 55% população urbana.
Estrutura da população: 89,4% romenos, 10,6 % minorias étnicas (hungaros, alemães, ciganos, búlgaros, turcos judeus).
Religião predominante é ortodoxa ( 86,8% de população), mas existem também romano-católicos (4,7%), Reformados (3,2%) grego-católicos (1%).
Capital: Bucareste com uma população de 2.016.000 habitantes.
Língua oficial: romeno – a representante mais oriental da família das línguas românicas - subfamília itálica, procedente do latim falado na antigüidade nas províncias romanas da Dácia e Moesia. Línguas estrangeiras usuais: Inglês, Francês, Alemão.
Organização de estado: República, com um parlamento bicameral, eleito por uma legislatura de 4 anos.
Moeda: leu (plural lei) 1$=28.000 lei
Dia Nacional: 1 de Dezembro (a comemoração da União de todos os romenos num único Estado em 1918).
Produto Interno Bruto (1997): 30 bilhões $, e por habitantes 1.230 $. Peso de setor privado no PIB – 58%.
Número de empregados: 5.123.200, e de desempregados 881.435 (8,8% da população). Reformados 5.609.000.


  • História da Romênia
Na primeira metade do 1º. milênio a.c., no espaço carpato-danubiano-pôntico afirmam-se as tribos dos geto-dacios como ramo distinto dos Trácios, espaço povoado por elas se chamava Dácia. No período 70-44 a.c. as tribos dácios foram unidas sob o rei Burebista. O reino Dácio conhece máxima florescência no tempo do rei Decebal (87-106), quando o Império Romano, chegou ao apogeu com o imperador Trajano, que precisou de duas guerras duras (101-102 e 105-106) para o submeter e transformar a maior parte da Dácia em província romana.
O processo intenso de romanização, marcado pela assimilação definitiva do latim pelos Dácios autóctones, faz dos habitantes desse espaço, no primeiro milênio da nossa era o mais oriental dos povos românicos da Europa.
Os romenos que por seu nome (do lat. romanos), e por nome do país, Romania, conservaram a memória do cunho de Roma.
A Romênia é uma ilha latina num mar eslavo.

Entre os séculos IV a XIII o território romeno foi percorrido por ondas sucessivas de populações migratórias.
Na Idade Média os romenos, cristão ortodoxos, viveram separados em três principados: o País Romeno ( Valaquia), Moldávia e Transilvania, e tiveram como vizinhos grandes Impérios: Otomano, Habsburgo e Russo.
Em 1859, conseguiram se unir (Valaquia e Moldávia), e o novo Estado tomou o nome de Romênia.
Em 1877 a Romênia conquistou a independência e se transformou em reino em 1881.

Depois da primeira querra mundial sob o rei Ferdinant I, em 1 de Dezembro de 1918, se unirão ao pais a Bassarábia, Bucovina e Transilvania. A união nacional foi paga com mais de 800.000 mortos, feridos e desaparecidos durante a guerra.
Os dois decênios de florescimento econômico, político e cultural da Grande Romênia foram cruelmente interrompidos pelo desencadeamento da segunda guerra mundial.
Em 1940 a Romênia perdeu pelas amputações territoriais, um terço do seu território e da sua população.
Em 1945, depois de 4 anos de querra que resultaram na perda de 750.000 vidas, as tradições de quase um século, foram brutalmente cortadas, igual nos outros Estado do leste europeu, pela ocupação das tropas soviéticas e a instauração, à força, do regime comunista.

Em 1965 chegou ao poder Nicolae Ceausescu que instaurou uma ditadura tremenda, de um âmbito nunca igualado na história da Romênia.
A Romênia tornou-se cada vez mais isolada do resto do mundo nos anos "80".
A revolta popular de dezembro de 1989, derrubando o regime ditatorial, abriu a perspectiva de restauração da democracia, o regresso à econômia livre de mercado e a reintegração da Romênia no espaço político e cultural europeu do que fora separada decênios inteiros pela Cortina de Ferro.

  • A vida política da Romênia de hoje
A Romênia, conforme a Constituição de 1991 é um Estado nacional, soberano, e independente, unitário e indivisível, cuja forma de governo é a república.

A Romênia é um Estado de direito, democrático e social, em que a dignidade humana, os direitos e as liberdades cívicas, o livre desenvolvimento da personalidade humana, a justiça e o pluralismo político são valores supremos, garantidos pela Constituição, que também estipula a separação das três autoridades – legislativa, executiva e judicial.

O Presidente da Romênia é eleito por voto universal para 5 anos, podendo ser reeleito só uma vez. Presidente atual Traian Basescu, eleito em 20.12.2004.
Ele designa um candidato a função de primeiro-ministro e nomeia o governo em base do voto de confiança outorgado pelo Parlamento.

  • Relações internacionais e comércio exterior
A Romênia tem relações diplomáticas com 176 Estados, é membro da ONU e de muitas outras organizações internacionais.
A opção firme da Romênia pós-comunista foi de integrar as estruturas euro-atlanticas e européias (OTAN e U.E.), decisão apoiada tanto pelas forças políticas, como pela população. A Romênia tornou-se membro do Conselho da Europa em 1993, membro associado da U.E. em 1995.

O relacionamento com o Brasil, pais irmão latino, tem mais de 100 anos.
Foi em 1880 que e primeiro mensageiro diplomático romeno, o coronel Voinescu chegou no Brasil, como enviado extraordinário em missão especial, junto ao imperador Pedro II, que expressou "os sentimentos inalteráveis de simpatia que animam o soberano, o governo e a nação romena, em face do Império do Brasil".
Em resposta, dom Pedro II manifestou muita simpatia pela Romênia e destacou que "o desenvolvimento do Estado romeno é necessário ao equilíbrio europeu e oferece uma garantia de progresso e prosperidade para o Oriente".


A população romena tem o costume de freqüentar feiras em vez de ir às lojas. Essas feiras são geralmente artesanais. A Roménia é um país com um grande número de castelos, sendo alguns constituídos de madeira e muito bem conservados ao longo dos séculos. Esses castelos atraem muitos turistas durante todo o ano. O castelo mais visitado é o famoso Castelo de Bran onde, segundo a tradição, viveu o Conde Drácula.
Fonte:Wikipédia e Consulado Geral da Romênia no Rio de Janeiro

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